Titãs – 1ª temporada | Crítica Série da DC está disponível no Netflix desde o dia 11 de Janeiro

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Titãs, primeira série do serviço de streaming DC Universe, concluiu sua primeira temporada e é um sucesso. Inicialmente recebida com desconfiança e até mesmo mal vista após as escalações que de primeiro desagradaram parte do público, em especial a escalação de Anna Diop para o papel de Estelar, seguido dos ataques racistas à atriz nas redes sociais. Fotos vazadas e primeiro trailer mostrado durante a San Diego Comic-Con não deixaram os fãs otimistas. Mas desde o primeiro material promocional, a série mostrava que ela mesclaria a violência e o sombrio com uniformes coloridos e bregas dos quadrinhos.

A série começa mostrando um Dick Grayson (Brenton Thwaites) que saiu de Gotham para deixar todo o passado para trás. Entretanto, tudo muda quando Rachel (Teagan Croft), como Ravena é chamada aqui no primeiro momento, vai ao encontro dele após um sonho com o garoto prodígio. A série nos trás um constante mistério sobre de onde Rachel realmente veio, sobre a razão de Kori, como Estelar se apresenta nesse início, esta atrás da garota. Por fim temos Gar (Ryan Potter) ou Mutano, que ainda não é inteiramente verde. Os personagens aqui ainda não são os que o público conhece, principalmente da animação dos anos 2000, porém, tudo parece se encaminhar para a formação da equipe.

Além dos quatro membros, a série também nos apresenta personagens conhecidos das HQs, como Rapina, Columba e a Moça Maravilha, além da própria Patrulha do Destino, cujo episódio dedicado ao grupo serve como uma espécie de piloto para a série derivada que eles ganharão em algum momento de 2019. A série a todo momento que pode nos dá referências aos quadrinhos, aos super heróis existentes, já que toda a Liga da Justiça está estabelecida nesse universo. Os maiores traços de seu material original está no uso das cores extravagantes como o roxo utilizado pela Estelar e dos uniformes bregas do Robin, Rapina e Columba. E tudo isso somado a uma história que cativa o espectador, que fica curioso e ansiando pelo próximo episódio e por mais dos personagens que vão se mostrando carismáticos e fisgando a atenção do público.

Porém, o fato que pesa contra os Titãs nessa primeira temporada é a indecisão sobre resolver ou não alguns conflitos apresentados, sobretudo relacionado a Dick Grayson. O personagem tenta seguir em frente após deixar seu posto como ajudante do Batman, mas em determinado momento, quando o espectador acha que isso finalmente foi resolvido e agora o grupo de fato será o foco, ela desliza e trás esse problema de volta. Muitos dos personagens inseridos na trama tiveram pouco tempo e mal foram trabalhados, em especial Gar, ou Mutano, que ainda se sabe muito pouco. Personagens como Rapina e Columba tinham grande potencial, não o final não ficou claro qual a importância deles para a história como um todo.

Mesmo com alguns defeitos, a série conseguiu se manter firme e prender o espectador até o fim. O final sem clímax parece não ter afetado o futuro de Titãs, que já tem uma segunda temporada confirmada. O futuro parece ser promissor, não só em trazer a resolução de todos os conflitos iniciados ao longo dos onze episódios, mas também na intenção de expandir ainda mais a mitologia do universo DC, como mostrado na cena pós-crédito do último episódio da primeira temporada. No Brasil, á série é distribuída pela Netflix.

Confira abaixo o trailer oficial da série:

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