Horror Noire | Novo livro da Darkside fala sobre a representação negra no cinema de terror; confira

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A Editora Darkside abriu a pré-venda do livro Horror Noire: A Representação Negra no Cinema de Terror, de Robin R. Means Coleman. A obra será lançada dia 20 de agosto, mas possui na pré-venda frete grátis e postais exclusivos de alguns dos filmes mencionados no livro, parte da Dark Experience.

Image via Darkside Books | Livro Horror Noire + Postais Exclusivos

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Horror Noire é o resultado de uma pesquisa realizada pela autora, Dra. Robin R. Means Coleman, professora do Departamento de Estudos da Comunicação e do Centro de Estudos Afro-Americanos e Africanos da Universidade de Michigan. O livro aborda a história dos negros no cinema, em especial nos filmes de terror, por meio da análise de imagens, influências e impactos sociais dos negros nos filmes de terror desde 1890 até o presente. A ausência da representatividade dos negros no gênero estimulou que a doutora pesquisasse desde grandes produções de Hollywood à filmes de arte, blaxploitation e as emergentes produções de horrorcore inspiradas pela cultura hip-hop. Assim, Coleman não só continua a discussão sobre representatividade negra, como cria uma linha do tempo sobre a imagem racializada do gênero e o poder do horror na sociedade.

Leia a sinopse abaixo:

Desde que Ben colocou ordem na casa em A Noite dos Mortos-Vivos (1968), de George A. Romero, ver um personagem negro como herói nos filmes de terror se mostrou possível — e pra lá de necessário. A Noite dos Mortos-Vivos é um clássico cult agora, e foi uma das maiores contribuições de Romero para o gênero e para a mídia, contudo, já se passaram cinquenta anos desde que o filme exigiu que nos perguntássemos o que era mais assustador: zumbis comedores de carne, ou aquilo que fazemos uns com os outros diariamente?

O terror, como gênero que desafia limites, tem sido um lugar para análises provocativas de racialismo e racismo bem como alternativas na cultura popular estadunidense. E muito se tem pesquisado e escrito sobre a história dos negros no cinema, mas até agora sua presença — ou ausência — nos filmes de terror tem sido relegada a um único capítulo ou a várias notas de rodapé. Para contribuir com a narração histórica da negritude no cinema de gênero, a Dra. Robin R. Means Coleman — professora norte-americana nascida e criada na mesma cidade que Romero e Tom Savini — desenvolveu uma pesquisa profunda com a análise das imagens, influências e impactos sociais dos negros nos filmes de terror desde 1890 até o presente.

Coleman afirma que o terror oferece um espaço representativo único para desafiarmos as imagens mais negativas e racistas vistas nos meios de comunicação. Sua ampla pesquisa cronológica do gênero para o livro Horror Noire: A Representação Negra no Cinema de Terror inclui grandes produções de Hollywood, filmes de arte, blaxploitation e as emergentes produções de horrorcore inspiradas pela cultura hip-hop. Uma obra única que encoraja o leitor a desmontar a imagem racializada do gênero, assim como as narrativas que compõem os comentários da cultura popular acerca de raça, e acende um debate feroz e necessário sobre o poder do horror, seu impacto na sociedade, e suas reproduções como reflexo dela.

S. Torriano Berry, cineasta, professor e escritor, diz em sua introdução para Horror Noire: A Representação Negra no Cinema de Terror que um dos aspectos mais danosos do espectro limitado de papéis representados por atores negros nos filmes de terror iniciais é a falta de imagens positivas para proporcionar um sentimento de equilíbrio. “Ver um personagem negro arregalar os olhos e empalidecer ao se deparar com um fantasma não teria sido tão ruim se o seu papel seguinte ou anterior tivesse sido como um médico, advogado ou empresário de sucesso. No entanto, os filmes hollywoodianos relegavam aos negros os personagens subservientes, como mordomos, empregadas e motoristas”, diz. É esta análise que Coleman propõe ao público em sua obra.

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Horror Noire também possui um documentário produzido e exibido pela Shudder, plataforma de streaming audiovisual de terror ainda não disponível no Brasil. O documentário foi lançado em 2019 e tem como produtora executiva a Dra. Robin R. Means Coleman, autora do livro.

De 8 a 17 de agosto, o Centro Cultural de São Paulo (CCSP) será sede da mostra Horror Noire, uma parceria com a DarkSide Books. A mostra irá debater sobre representação negra no cinema de terror e terá exibição de filmes clássicos. A mostra também contará com o lançamento do livro Horror Noire. Mais informações sobre no DarkBlog.

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