Bom Dia, Verônica | Resenha

Bom Dia, Verônica Resenha

Verônica Torres é uma escrivã ambiciosa da polícia que sonha em ser investigadora. Dois casos caem em seu colo e ela se vê no meio de mistérios e situações perigosas. Porém, talvez o desfecho dos casos possa lhe custar muito mais do que o esperado.

Assinado por Andrea Killmore, pseudônimo da parceria de Raphael Montes (Uma Mulher no Escuro) e Ilana Casoy (Arquivos Serial Killers: Made in Brazil), o livro foi relançado pela Darkside em setembro de 2019. Com o anúncio dos autores de se revelarem, a obra voltou aos holofotes, ganhando uma nova edição com capa nova e luva. A capa chamou a atenção por ser mais limpa e passar uma informação mais clara, além de ser acompanhada pela luva de caixa, um elemento icônico da obra. Mais uma vez, a Darkside faz um produto sob medida para os fãs.

Aclamado por muitos, o thriller criou interesse por ser escrito por dois brasileiros já conhecidos do gênero policial e terror. Ilana Casoy em especial ficou conhecida por seus livro true crime (crimes reais) publicados pela Darkside, enquanto Raphael Montes trabalha com ficção.

O livro conduz a narrativa muito bem, as pistas vão aparecendo de pouco a pouco nos casos, criando curiosidade. Os crimes vão sendo solucionados em um ritmo que causa suspense, mas não deixa o leitor cansado. Pelo contrário, à medida em que vão se revelando, os casos passam a chocar cada vez mais e causar ainda mais intriga.

Os casos em especial são um ponto positivo em sua criatividade. Os autores não se espelham em crimes famosos, mas ainda sim conseguem criar situações chocantes, mas reais. É um mistério que prende o leitor até o final para saber como esse bolo de nós vai se transformar em uma linha.

Um destaque do livro é ser contado ao redor de mulheres. Não só Verônica, em meio a vários policiais, lutando para ser levada a sério; mas os dois casos são homens protagonizando violências contra as mulheres. Portanto, a obra também é um debate da misoginia e machismo na sociedade e como a violência se espelha nesse comportamento.

No entanto, a protagonista Verônica pode incomodar muitos. Cheia de falhas e com traços hipócritas de personalidade, a sensação às vezes é que tudo estaria melhor se Verônica não tivesse se envolvido. Ao final do livro, ela acaba não tendo salvo ninguém, nem mesmo ela mesma. Pelo contrário, ela parece não aprender nada com seus erros em sua jornada. Seja em sua vida pessoal e familiar, seja em seu trabalho, a mulher faz o que quer, sem pensar muito nas consequências. E mesmo prejudicando a própria vida ou a vida de outras pessoas, ela parece não pensar sobre ou sentir qualquer tipo de remorso. Essa atitude pode causar um pouco, ou muito, estresse no leitor.

Porém, muitos podem argumentar que a personalidade de Verônica é um ponto positivo ao mostrar alguém falho e cru, que comete vários erros. Assim como as irresponsabilidades dentro da delegacia em que ela trabalha; parece muito fácil pra ela descobrir informações sigilosas, ao qual o público geral não tem acesso. Mas novamente, pode ser tanto algo positivo como negativo.

Bom Dia, Verônica é um livro criativo que pode surpreender amantes de thrillers policiais. Para os fãs da Darkside ou dos autores, a obra merece ir para a lista de leitura.

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